PESQUISAS EM CURSO

Teorias feministas da política

Pesquisador: Luis Felipe Miguel

Apoiada por recursos do edital FAP-DF nº 3/2017

Partindo da percepção de que a reflexão feminista exerceu um profundo impacto na teoria política contemporânea, o projeto propõe um levantamento crítico deste impacto, distribuído em duas linhas de investigação complementares: (1) a sistematização das principais vertentes das teorias políticas feministas, por meio da leitura das autoras, postas em diálogo crítico com as tradições do pensamento político; e (2) o mapeamento de sua presença no debate acadêmico da ciência política brasileira, a partir de uma análise dos artigos publicados em periódicos científicos.

Tendências contemporâneas da teoria política: as controvérsias sobre justiça e democracia

Pesquisadoras: Álvaro Barreto, Bianca de Freitas Linhares, Carlos Machado, Cristiane Correa Batista, Daniel de Mendonça, Danusa Marques, Enara Echart, Felipe Borba, Fernando Quintana, Flávia Biroli, José Paulo Martins Jr., Luciana Ballestrin, Luciana Veiga, Luis Felipe Miguel (coordenador), Rosangela Schulz e Thiago Aparecido Trindade

Apoiada por recursos do PROCAD/CAPES 2013

O projeto de pesquisa proposto visa avançar nas discussões sobre as teorias políticas contemporâneas, partindo do reconhecimento de que seus dois eixos temáticos centrais são a justiça e a democracia. No entanto, a teoria da democracia e a teoria da justiça, as subáreas mais dinâmicas da teoria política contemporânea, pouco dialogam entre si. Abordagens teóricas que vêm tendo um grande impacto nos debates sobre justiça, como as de Ronald Dworkin, Robert Nozick e Brian Barry, para citar apenas alguns autores, não foram incorporadas aos debates nas teorias da democracia. Mesmo John Rawls teve pouco impacto nessas teorias, ganhando peso apenas para uma vertente minoritária da democracia deliberativa que nele se inspirou. A crítica ao paradigma distributivo nas teorias da justiça e o debate subsequente em Iris Marion Young e Nancy Fraser, em que ganha peso a chamada política da diferença, tem influência, sobretudo, em segmentos restritos das análises, como as teorias feministas. Grosso modo, a divisão que se estabelece reserva às teorias da democracia a análise da formação e expressão da vontade popular e às teorias da justiça a análise da proteção dos direitos que antecedem - e, em certo sentido, tornam possível - essa vontade. No entanto,  a relação entre uma e outros é, há séculos, um problema central do pensamento político. A pesquisa se propõe, assim, a mapear as discussões nos dois campos, articulando-as por meio da análise de problemas considerados fundamentais para as questões da justiça e da democracia, aqui pensados justamente em suas conexões, como os problemas relativos à representação e os problemas relativos à autonomia dos indivíduos, consideradas as sociedades liberais contemporâneas, com suas assimetrias.

Democracia representativa e ruptura institucional: da teoria ao Brasil

Pesquisador: Luis Felipe Miguel

Apoiada com bolsa de produtividade em pesquisa do CNPq (chamada 017)

O presente projeto nasce da confluência entre uma agenda de pesquisa e uma conjuntura política atual do Brasil. A agenda de pesquisa é a relação entre a democracia política e as desigualdades sociais. Trata-se de entender qual o significado da acomodação entre as regras da democracia eleitoral e a vigência de profundas desigualdades - de riqueza, de classe, de gênero, de raça e outras - que impactam a capacidade de ingresso na esfera pública e de produção e defesa dos próprios interesses. A conjuntura é aquela marcada pelo golpe de maio e agosto de 2016, que destituiu uma presidente ao arrepio das normas em vigor e abriu caminho para um governo que impôs acelerado retrocesso nos direitos dos cidadãos. 

Os limites da abordagem sobre participação na ciência política brasileira

Pesquisador: Thiago Aparecido Andrade

Sem financiamento

Este projeto pretende investigar como a Ciência Política nacional abordou o conceito de participação política (bem como suas variações, como participação popular, participação social, participação cidadã, dentre outras) no período posterior à promulgação da Constituição Federal de 1988. A premissa é que no decorrer desses anos, por razões diversas, a literatura nacional optou por conferir ênfase analítica à dimensão institucional dos processos participativos em detrimento de formas extra institucionais de participação política. Nesse sentido, pretende-se produzir um amplo banco de dados incluindo teses e dissertações, artigos, anais de congresso e livros que nos permitam verificar empiricamente essa hipótese para compreender com mais exatidão as eventuais lacunas no debate teórico sobre participação na Ciência Política brasileira. Ao mesmo tempo, pretende-se verificar se houve alguma inflexão nesse debate nos últimos anos. A hipótese é que os eventos de junho de 2013 (as jornadas de junho), somado às transformações no realinhamento político de forças no campo institucional (destituição do PT da presidência da república e fechamento generalizado dos canais participativos), provocaram mudanças no foco de análise dos pesquisadores, fazendo com que estes voltem seus olhares para os estudos sobre movimentos sociais e protestos de uma forma mais intensa do que passado recente.

Mande seu e-mail para: 

gp.demode@gmail.com

 

Ou escreva para:

Grupo de Pesquisa Democracia e Desigualdades - Demodê

Instituto de Ciência Política - IPOL

Universidade de Brasília - UnB

Campus Universitário "Darcy Ribeiro" - Asa Norte

70904-970 - Brasília - DF - Brasil

Apoio: Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF)